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MEMÓRIA IMAGÉTICA

Escultura Mãe Joinvilense
A escultura intitulada Mãe Joinvilense, concebida por Mário Avancini em 1981, é uma das obras mais emblemáticas da paisagem cultural de Joinville. Originalmente instalada no antigo Terminal Urbano, a peça foi criada com uma função curiosa: servir como fonte de água potável. Essa característica incomum fez com que ficasse conhecida popularmente como “Maria Mijona”, marcando presença na memória afetiva dos moradores da cidade. Com o passar dos anos, a obra percorreu diferentes espaços públicos, incluindo a rodoviária e o Museu de Arte de Joinville (MAJ), até encontrar morada definitiva no jardim da Casa da Cultura Fausto Rocha Junior, que desde 2015 leva o nome do artista em homenagem à sua trajetória. A escultura, esculpida em pedra ferro e mármore, retrata uma figura feminina em tamanho natural, com traços simples e humanos, evocando a maternidade e o cotidiano. Avancini, natural de Rodeio (SC), iniciou sua carreira artística nos anos 1970, após atuar como calceteiro e canteiro. Autodidata e profundamente ligado à cidade de Joinville, onde viveu até sua morte em 1992, deixou um legado de mais de duas mil obras, muitas delas espalhadas por espaços públicos e coleções particulares. Seu talento em extrair beleza de materiais brutos e sua dedicação à arte popular consolidaram seu nome como um dos grandes escultores da região. A permanência da Mãe Joinvilense em locais de destaque ao longo do tempo reflete o reconhecimento da importância de artistas locais e reforça o papel da arte como expressão viva da identidade joinvilense.
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