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MEMÓRIA IMAGÉTICA

Monumento a Dr. João Colin
No coração do bairro Boa Vista, em Joinville, ergue-se o monumento que eterniza a imagem de João Herbert Érico Colin. Instalado na Praça Dr. João Colin e concebido pelo escultor Fritz Alt em 1967, o bronze revela mais do que traços físicos: retrata um símbolo de comprometimento e transformação urbana. Ali, o ex-prefeito aparece de mangas arregaçadas e paletó pendendo no braço, representando seu estilo direto e incansável, sempre ao lado dos que faziam a cidade acontecer. Fritz Alt, com seu talento para mesclar expressão artística e contexto histórico, conseguiu condensar nesse monumento a essência de um homem que viveu o progresso de Joinville com intensidade. Nascido em 1911, João Colin iniciou seus estudos na Deutsche Schule e mais tarde seguiu para o Colégio Catarinense, antes de formar-se em Direito na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Mas seu vínculo com Joinville jamais se rompeu. A partir de 1938, assumiu a direção de várias empresas da família, como as Indústrias Colin e Cia., Fiação Joinvilense, Ambalit, Cotonifício e uma indústria de felpudos. Sua gestão à frente do setor industrial revelou um perfil arrojado e trabalhador — qualidades que o impulsionaram para a vida pública. Em meio ao cenário de redemocratização pós-Getúlio Vargas, Colin fundou a UDN e deu início a uma carreira política marcada por eficiência e influência. Foi eleito para diferentes cargos e ajudou a moldar os rumos da política local, apoiando nomes como Rolf Colin, Curt Alvino Monich, Nilson Bender e Helmut Fallgatter. À frente da prefeitura de Joinville em duas ocasiões — de 1947 a 1950 e de 1956 a 1957 — e também atuando como deputado estadual e secretário de obras do estado, João Colin foi responsável por grandes avanços na infraestrutura urbana. Sob sua liderança, a cidade ganhou vias importantes, como a 9 de Março, a 15 de Novembro e a atual rua Dr. João Colin. Mais que um gestor, era um homem de presença: presente nas ruas, nos canteiros, entre os trabalhadores, compartilhando esforços e ouvindo demandas. Hoje, o monumento que leva seu nome não é apenas uma obra artística. É um marco de memória viva, que liga passado e presente em um ponto de encontro entre história, reconhecimento e identidade.
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